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Resenha: Champion

Não triste quando após dias lendo uma trilogia você finalmente termina a leitura? Sim, com certeza. Mas ao final desta trilogia eu me senti um pouco… aliviada. Talvez até mais do que um pouco.

Título: Champion (Legend #3)
Autor: Marie Lu
Editora: Rocco
Páginas: 302
Compre: Buscapé
Mais informações no Skoob
Avaliação: ★ ★ ★ ★ ✰ ♥

Sinopse: No emocionante desfecho da trilogia Legend, June ocupa uma posição privilegiada no governo e Day trocou a alcunha de criminoso mais procurado do país pela de herói nacional. Mas quando tudo parece conspirar a favor da paz, a ameaça da guerra ressurge na forma de um vírus mortal que começa a espalhar o pânico entre as colônias. Em Champion, a vida de milhares de pessoas está novamente nas mãos de June, a menina-prodígio da República. Mas salvá-las significa também enfrentar novos desafios e exigir novos sacrifícios de seu amor. O livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, que relança também os dois primeiros volumes da série, Legend e Prodigy.

Essa resenha é livre de spoilers

Apesar de todas as minhas criticas a trilogia eu dei o ♥ para todos os livros. De fato eles se tornaram um dos meus favoritos da vida, não apenas por ser uma das distopias mais legais que já li mas também pelo quanto ele me conquistou e toda a experiencia que eu tive ao ler. Sempre que tiver que indicar para alguém uma trilogia distópica com certeza Legend estará nas minhas indicações, mas sempre irei pontuar tudo que me incomodou nos livros. Algumas coisas mudaram outras permaneceram, portanto vou ignorar algumas coisas para não ficar uma resenha tão repetitiva.

Aqui a autora criou uma nova perspectiva dos fatos que podem ou não fazer os leitores mudar de opinião em relação a um personagem ou a causa politica deles ou do livro de um modo geral. June passou a se culpar muito mais pelo que aconteceu com a família de Day, este por sua vez passou a olhar para a garota com um pouco mais de rancor. Isso não é algo que fica extremamente evidente no livro, mas os leitores vão perceber nos pequenos detalhes das atitudes deles. Neste volume a autora optou por evidenciar muito mais o romance entre o casal que está bem conturbado no meio de toda a guerra. A guerra é um dos pilares deste terceiro livro, mas foi algo que me incomodou em alguns aspectos. Gostei da forma como ela se desenvolveu e como Day foi jogado para lá e para cá no meio de tudo, já que ele é o garoto propaganda da República e sendo assim muito mais influente do que o próprio Eleitor, mas por outro lado isso foi criando uma proporção muito grande da guerra para no final acabar beeeem morna. Eu imaginei que seria muito mais sangrenta, definitiva e com mais baixas, mas acabei criando uma grande expectativa que infelizmente não foi atendida. Como eu citei anteriormente o romance acabou sendo muito mais exaltado do que a própria guerra. Eu vi a trilogia Legend como uma distopia que trata muito mais do lado politico da coisa do que o romance, então não compreendi muito bem a escolha da autora em terminar com essa pegada de amor, sabe?
Gostei bastante da forma como a autora colocou neste livro as Colonias e a República. Eu já tinha um pouco disso com os livros anteriores, mas aqui ficou muito mais forte: Não existe o lado do bem ou o lado do mal. Assim como a República as Colonias também tem seu jeito totalitário de governar mas a diferença é que eles não mostram isso para o publico ou até mesmo para seu próprio povo. Chega num ponto que eu ficava torcendo para um acordo de paz ou que alguma outra nação tomasse posse para tentar resolver a coisa toda. Claro que essa não seria a melhor solução, mas parecia ser até o caminho mais fácil.

­̶ Às vezes o sol se põe mais cedo. Os dias não duram para sempre, não é? Mas vou lutar com todas as forças, eu te garanto.

Anden, o Eleitor, tem bastante destaque também neste livro e podemos conhecer um pouco mais sobre o seu modo de governar. Acho que ele tem uns traços bem semelhantes ao seu pai mas vi isso como algo que ele odeia em si mesmo e sempre trava uma luta interna para se controlar. Thomas tem umas duas aparições nesse livro e uma delas é capaz de fazer o leitor odia-lo mais ou sentir pena. Como vocês sabem desde o primeiro livro eu gostei bastante dele e por isso eu acabei sentindo pena dele, não pelo que acontece mas somente pela pessoa que ele é (mesmo que ainda tenha aquele sentimento de admiração). O arco dos outros personagens se mantem estável ate final do livro, até o momento em que todos tem seu fim digno. Acho que quanto a isso não houve muitas surpresas.
O final do livro não agradou tanto quanto eu gostaria como deu para notar em comentários anteriores, mas debater sobre isso no post de resenha não é viável por conta dos spoilers. Mas ficaria muito feliz em conversar com alguém que já leu no privado e ter outros pontos de vista. Às vezes eu que sou chata demais, vai saber. Mas na minha opinião a autora pegou o caminho mais fácil para finalizar a coisa toda e por isso que ele ficou sendo um final bem morno, sem muitas surpresas e até um pouco decepcionante. Entretanto é uma ótima trilogia que vale a pena ser lida, principalmente para os fãs de distopia e literatura young adult.

+ Quotes

Poder absoluto é poder absoluto; não importa o nome que ele tenha.
Invejo sua capacidade de tomar decisões com o coração. Todas as escolhas que ele faz são sinceras, e o povo o ama por isso. Ele pode se dar ao luxo de usar o coração.
É esse o futuro da República? De repente me sinto nauseada, porque não posso afirmar se o povo ficaria em melhor situação na República ou nas Colônias.
Toda conquista é acompanhada de um sacrifício.
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