Início » Filmes » Filmes:: Brooklyn

Filmes:: Brooklyn

brooklyn-filme

Título: Brooklyn

Diretor: John Crowley

Ano de Lançamento: 2015

Gênero: Drama, Romance

Elenco: Domhnall Gleeson, Emily Bett Rickards, Emory Cohen, Fiona Glascott, Julie Walters e Saoirse Ronan

 

 

Sinopse: A jovem irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan) se muda de sua terra natal e vai morar em Brooklyn para tentar realizar seus sonhos. No ínicio de sua jornada nos Estados Unidos, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um encanador italiano. Logo, ela se encontra dividida entre dois países, entre o amor e o dever.

Fico me perguntando o que de fato chamou a minha atenção em Brooklyn. Talvez seja o ar da década de cinquenta, talvez seja o romance. Apesar disso, muito provavelmente insisti em assistir ao filme por causa da atriz principal. Gosto da atuação da Saoirse desde que assisti ao filme “Um Olhar do Paraíso” e, posteriormente – embora o filme tenha sido lançado antes do primeiro -, ao filme “Desejo e Reparação”, adaptação de um dos meus livros preferidos pela qual Saoirse foi indicada ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante. Devo dizer que não me decepcionou – a atriz ou a obra. Ainda assim, saí do cinema com a sensação de que podia ser mais. Todavia, a falha não está no filme, mas na cultura que conservamos de achar que um filme para ser bom tem que chegar aos extremos – muito drama, muito romance, muita comédia, muita ação, etc. É um filme sutil, com inúmero pontos positivos e quase nenhum negativo do qual me recorde.

“Broklyn” é um drama romântico situado entre a Irlanda e os Estados Unidos na década de 50. Eilis Lacey é uma jovem irlandesa que decide viajar para o Estados Unidos – Brooklyn, mais especificamente – em busca de oportunidades de emprego. Ela deseja ser contadora, mas sua irmã Rose conseguiu a única vaga disponível na pequena cidade em vivia, de modo que não havia futuro para ela na calma, porém conservadora e pequena, cidade Irlandesa.Eilis pensava que fugir de sua cidade seria fácil. Contudo, logo que embarca no navio, Eilis descobre que estar sozinha pode ser mais difícil do que imaginava. Nada de sua vida é como ela pensava, e ninguém poderá substituir sua família. Pelo menos, era assim que ela pensava até conhecer o descendente de italianos Tony. Tony é engraçado, esforçado e encantador. Mas quando uma tragédia obriga Eilis a voltar à Irlanda, todas essas qualidades podem não ser suficientes para fazê-la voltar, sobretudo quando ela começa a se envolver com o romântico e educado irlandês Jim.

brooklyn

Como mencionei acima, “Brooklyn” não é um filme que peca por excessos ou que marca por isso. Então, torna-se difícil mencionar quais os pontos de que mais gostei. Foquemos, então, na personagem Eilis, que, sem dúvida, é uma protagonista forte e interessante e, de fato, uma protagonista. Em primeiro lugar, o foco é completo em Eilis. Podemos ver parcialmente cenas em que ela não aparece, mas são pouquíssimas e, em geral, para mostrar uma interação de outros personagens – Rose, Tony e Jim – com a protagonista por meio de cartas. Eilis é independente e bastante feminista para a sua época, muito embora em momento algum o filme aborde o assunto. Gostei que tenham trazido uma personagem assim. Eilis estuda à noite em uma classe composta somente por homens, desejando ter o mesmo futuro que eles. Embora comporte-se conforme as convenções e pareça puritana, Eilis está longe de ser o padrão da década de 50, o que se demonstra pela sua vontade em ser bem sucedida profissionalmente e pelo seu receio em se casar.

brooklyn-filme04

O mais interessante foi que o filme conseguiu demonstrar o contraste de sentimentos da protagonista, sobretudo quando esta retorna para o seu país. Conseguimos ver a indecisão nas atitudes de Eilis, que surpreende ao não agir como todos esperavam, entregando-se ao conforto de permanecer na Irlanda, não pelo convencimento daqueles que se esforçam para que ela permaneça – a mãe de Eilis me incomodava com o drama para que ela permanecesse no local -, mas por desejos próprios dela. Quando pensamos que alguém atuaria contra o retorno de Eilis, descobrimos que ela mesma fazia isso – cheguei a ficar com pena do personagem Tony.

Quanto ao final, eu o achei bom. Minha mãe, que assistiu comigo, preferia que tivesse sido mais dramático, mas acho que não teria sido coerente com a trajetória e os desejos da personagem. Alguns acontecimentos anteriores à sua viagem são essenciais para a sua decisão, mas de modo algum prendem a personagem a um ou outro lugar. Eles apenas permitem que Eilis veja com clareza aquilo que deseja para a sua vida e onde ela encontra seu lar.

brooklyn-filme01

Li algumas críticas afirmando que o filme aborda muitos assuntos e que não foca em nenhum e que, por isso, não merece nenhum dos prêmios a que foi indicado. Creio, porém, que a sua diferença e qualidade esteja exatamente em criar uma trajetória de vida que não seja exclusivamente para um fim. Ele poderia ter sido um filme a criar um romance extraordinário entre pessoas de países diferentes. Poderia ter sido um filme a focar somente nas dificuldades de adaptação em outro país. Poderia ter sido um filme a focar somente na atitude feminista de Eilis. No entanto, ele foi mais que isso. Foi um filme simples, belo e sutil, que conseguiu abordar os diferentes aspectos e problemas e belezas de uma única vida, com cenas sutilmente dramáticas, cenas engraçadas na medida e um romance agradável e bonito.

Saoirse Ronan foi indicada ao Globo de Ouro e ao SAG Aawards na categoria de melhor atriz principal (de drama no Globo de Ouro) e concorre ao Oscar 2016 na mesma categoria. O filme, por sua vez, concorre ao Oscar 2016 nas categorias de melhor filme do ano e de melhor roteiro adaptado. “Brooklyn” é baseado no livro homônimo de Colm Tóibín, lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras.

 

 

 

 

 

 

Anúncios

4 pensamentos sobre “Filmes:: Brooklyn

  1. Pingback: Especial dia da Mulher - Mulher contabilista: uma trajetória respeitável no mercado contábil - NFe - Expert

  2. Pingback: Mulher contabilista: uma trajetória respeitável no mercado contábil – Coluna Conta Azul –  Jornal Contábil

  3. Pingback: Mulher contabilista: uma trajetória respeitável no mercado contábil

  4. Pingback: Mulher contabilista: uma trajetória respeitável no mercado contábil

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s