Início » Livros » Resenha :: A Ilha dos Dissidentes

Resenha :: A Ilha dos Dissidentes


Título:
A Ilha dos Dissidentes (Trilogia Anômalos #1)
Autor: Barbara Morais
Editora: Gutenberg
Páginas: 305
Opções de livro impresso: Buscapé
Livro Cedido em parceria com a editora

Sinopse:SER LEVADA PARA uma cidade especial não estava nos planos de Sybil. Tudo o que ela mais queria era sair de Kali, zona paupérrima da guerra entre a União e o Império do Sol, e não precisar entrar para o exército. Mas ela nunca imaginou que pudesse ser um dos anômalos, um grupo especial de pessoas com mutações genéticas que os fazia ter habilidades sobre-humanas inacreditáveis. Como única sobrevivente de um naufrágio, ela agora irá se juntar a uma família adotiva na maior cidade de mutantes do continente e precisará se adaptar a uma nova realidade. E logo aprenderá que ser diferente pode ser ainda mais difícil que viver em um mundo em guerra.

Se tem uma coisa que eu adoro é distopia (já devo ter falado umas mil vezes) e quando esta se mistura ficção cientifica eu fico mais apaixonada ainda. E bom, o que dizer de um nacional com esses aspectos? Por muito tempo por mais que eu visse comentários sobre esse livro eu sempre o ignorei por motivos que nem ao menos me lembro, mas a curiosidade falou mais alto e decidi solicitar para resenha-lo por aqui. Eu posso afirmar que com certeza me apaixonei por Sybil e seu mundo.

Em A Ilha dos Dissidentes temos Sybil, uma adolescente que nasceu e cresceu em uma zona de guerra. A menina aprendeu desde muito nova a arte do desapego já que suas amizades nunca duraram muito tempo visando que a qualquer hora alguém poderia morrer (e bom, de fato morriam); Até que ela conseguiu um passe para sair de Kali, sua cidade natal, e ir para uma zona de refugiados, entretanto o navio que a transportava afundou (e sente a coincidência: o navio se chamava Titanic III) e ela acaba sendo a única sobrevivente. Sybil acaba descobrindo que é uma anômala (seres humanos com uma mutação genética, algo parecido com os X-Men). À partir de então a garota foi enviada para Pandora, uma cidade totalmente habitada por anômalos, para tentar viver uma vida normal com uma nova família. 

Eu não tenho reclamações sobre Sybil. Acho que ela é uma garota muito tranquila e que mesmo depois de viver tantos anos em meio a tragédias isso não a abala. Acredito que essa vida que ela levou a fez amadurecer de uma forma diferente. Ver todos ao seu redor morrerem, se preocupar com ataques, não saber se terá o que comer no dia seguinte, entre outras coisas, podem acabar com inocência de qualquer pessoa, deixando até um pouco fria e cética diante de outros que não tiveram a mesma vida. Sybil tem um desenvolvimento diferente de outras protagonistas, que acabam mostrando esse tipo de personalidade conforme a história vai acontecendo; Esta fez o papel inverso, digamos assim. Em Pandora Sybil leva uma vida tranquila, com uma família amorosa e preocupada com seu bem-estar. Na escola ela fez bons amigos que agora os considera para a vida inteira e por isso que ela acabou baixando a guarda e se deixando levar pela comodidade que a cidade (tecnicamente em paz) pode proporcionar.

Em alguns momentos achei que a autora deu uma corrida com o desenvolvimento dos personagens secundários, querendo levar os leitores logo para a ação do livro. Por exemplo: Não consegui me apegar com sua nova família, já que os momentos entre eles foram tão rápidos. Alguns dos amigos, por mais que sejam interessantes, acabaram passando batido e no fim acabamos conhecendo apenas dois pois eles passam mais tempo com a personagem na missão que eles precisam cumprir. Por mais que o livro se trate de uma distopia e o inimigo esteja presente na obra, como parte do governo e etc, eu senti falta de uma pessoa que realmente represente esse perigo. Uma referencia (que na verdade só foi, de fato, introduzido no final do livro).

FotoA

Eu não sei se é certo afirmar isso, mas pelo menos neste volume e pela a minha interpretação (que pode ser errada, quero ressaltar isso bem) o livro aborda algo como direitos humanos. No caso do livro mais direito dos anômalos, já que esses são objetivos de experiencias por X motivos, sendo o principal a cura dessa anomalia. O mais explicito, claro, fica por conta do preconceito racial entre anômalos e os não-anômalos, em que de uma forma simples podemos comparar com a nossa realidade onde existe preconceito racial. E apesar de ser em uma escala menor o livro também fala sobre homossexualidade. Confesso que em alguns momentos fiquei confusa com os termos e a história da União, Dissidentes mas nada que uma segunda lida no inicio não esclarecesse.

É uma leitura que vale muito a pena principalmente para os fãs do gênero.

Anúncios

Um pensamento sobre “Resenha :: A Ilha dos Dissidentes

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s