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Resenha: Legend

Demorei mas finalmente li Legend. Culpa da minha amiga Niw, que por indicação minha leu a trilogia e ficou me falando sobre ela todos os dias. Praticamente fui obrigada e só reclamo por estar sofrendo com os acontecimentos. Eu era feliz e não sabia. 😛

Título: Legend
Autora: Marie Lu
Editora: Rocco
Páginas: 256
Compre: Buscapé
Mais informações no Skoob 
Avaliação: ★ ★ ★ ★ ✰ ♥

Sinopse: Trilogia distópica que vem conquistando os fãs de Jogos Vorazes e Divergente, a série Legend é ambientada na República, instalada numa região outrora conhecida como costa oeste dos Estados Unidos, e conta a história de June, uma garota de 15 anos nascida numa família de elite e que possui impressionantes habilidades militares, e Day, um garoto pobre considerado o criminoso mais procurado do país. Quando o irmão de June é assassinado, os caminhos desses dois jovens de origens distantes se cruzam, dando início a uma trama de forte conteúdo político e repleta de ação, reviravoltas e romance.
A sinopse de Legend não mente: A trilogia realmente esta conquistando os fãs de obras como Jogos Vorazes e Divergente (dentre muitas outras distopias, que no caso não são da Rocco e por isso não são citadas). Muitos leitores dizem que a qualidade de Legend chega até a ser superior que as já citadas distopias e apesar de eu estar gostando bastante acho que tenho algumas ressalvas. Eu sei! Eu sempre sou a chata e do contra; Mas a verdade é que para mim até o momento Legend me deu nada tão inovador assim. Mas de qualquer forma vou priorizar o que eu sempre priorizo: Os personagens.
June é uma garota rica que por motivos que eu ainda desconfio se tornou uma prodígio da República (sei lá, algo me diz que ai tem coisa). Aos 10 anos de idade eles tem que fazer uma prova para estabelecer o seu futuro, podendo ter oportunidade de continuar com os estudos ou tendo que se tornar apenas mais um trabalhador e continuar pobre. June foi a única criança que conseguiu a pontuação máxima e além de garantir seu futuro antes dos 15 anos já estava terminando a universidade. Esse foi um detalhe que tem me irritado muito na história. Nada contra esse sistema que as sociedades distopias criam para manter o controle populacional, estabelecer carreiras, e o que quer que seja que vemos nas obras do gênero. O problema sempre foi a idade dos personagens, que tão jovens acabam passando por tantas coisas. Pior ainda quando tudo inicia ainda na infância. Por conta disso ela cresceu uma garota super inteligente e com uma maturidade fora do comum para alguém de sua idade. Eu gostei bastante dela, pelo menos nesse primeiro volume, pois seus objetivos estão sempre em primeiro lugar. Achar o assassino do seu irmão, prender o assassino do seu irmão, descobrir os segredos que a República esconde, e por aí vai. Quando ela coloca algo na cabeça pouca coisa consegue distrai-la e nem mesmo seu interesse amoroso se torna algo chato. O único adendo é que ela fica toda hora se lamentando pela morte do irmão. Tá, tá… Claro que é compreensível esse sentimento por parte dela, mas mesmo assim não deixa de ser incômodo.
Day já é um garoto pobre que foi reprovado na prova e depois de um tempo dado como morto. Ele sempre fica próximo a casa de sua família para ter certeza de que todos os estão bem e por ser um tipo de Robin Hood é uma das pessoas mais procurada pela República. Mais uma vez vou deixar claro que a idade dos personagens me incomodou bastante e isso é muito mais forte quando se trata de Day. Com 10 anos ele fez a prova e foi reprovado; no mesmo dia da prova a República levou ele e outros garotos(as) para o que eles chamam de Campos de Trabalho e em determino momento ele é dado como morto, faz suas traquinagens contra a República (mas sem se aliar aos Patriotas) e acaba sendo um dos mais procurados. Isso tudo no período entre 10 e 15 anos. Desculpa, gente, mas eu compraria muito mais a história se ele tivesse, pelo menos, uns 20 anos. Essa maturidade dos personagens é tão grande, mas tão grande, que sobra pouco espaço para amadurecimentos que seriam comuns na idade deles e para o desenvolvimento da obra.

Se você quiser se rebelar contra o sistema, faça-o de dentro dele. Isso é muito mais forte do que se rebelar estando fora do sistema.

E eu não poderia nunca nessa vida deixar de fora dessa resenha Thomas. Bom, ele não é um super personagem, que mereça muito destaque até o momento pois ele só me trouxe tristeza. Mas sabe quando você gosta de um personagem de cara e nem todas as maldades que ele faça irá te fazer odia-lo? Pois bem, é assim que eu me sinto em relação a ele. Mesmo ele estando do lado da República eu admiro a sua lealdade com o que ele acredita, sério… Essas coisas devem ser admiradas. Provavelmente ele esta cego, mas quem sabe nos próximos volumes ele não abra seus olhos? Eu vou ficar esperando ansiosamente por coisas boas dele.

Gostei muito da narrativa do livro e não ficar o tempo inteiro na cabeça de June me deixou mais aliviada. Gosto de ler uma história em primeira pessoa em que o autor nos da a visão de dois ou mais personagens. Como eu disse no inicio alguns elementos são comuns com outros livros, um exemplo disso que foi bem forte para mim foi a forma como Day acabou se tornando um simbolo de algumas revoltas, com o povo imitando até certo detalhe do cabelo dele (um presente da República). As pragas também não é algo novo e com base em outro livro que li eu até tento chegar a uma conclusão da trilogia antes de termina-la. Algumas coisas são previsíveis no meio do caminho mas o bom é que ainda da para se surpreender (e sofrer) no final. A avaliação final ficou com 4/5 estrelas e o  de favorito, pois independente da avaliação e das ressalvas eu adorei e espero continuar gostando até o final da trilogia.
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