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Séries :: The Shannara Chronicles

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Estamos no início do ano, e várias séries estão começando. Assim, hoje eu trago uma breve análise da série The Shannara Chronicles, produzida pela MTV, estrelada por Austin Butler, Poppy Drayton e Ivana Baquero, baseada nos livros de Terry Brooks. Desde já, deixo claro que amei a série, a qual já possui 4 capítulos.

A série se passa vários anos após a destruição da sociedade como a conhecemos. Agora os seres humanos formam pequenos grupos (nômades ou em vilarejos) e tentam sobreviver em mundo habitado por trolls, gnomos, entre outros seres fantásticos e dominado pelos elfos. Após os anos de paz que seguiram a Guerra dos Quatro Reinos, todas as criaturas passaram a acreditar que a mágica não existia mais e que as lendas deviam ser ignoradas. Essa crença, porém, é colocada à prova quando demônios começam a invadir o mundo. E a única saída será confiar na capacidade de um meio-humano e meio-elfo descendente do poderoso Jerle Shannara, de uma princesa elfo escolhida para proteger a árvore Elcrys (uma proteção contra os demônios) e de uma humana nômade nada confiável.

Como eu escrevi acima, eu estou viciada em The Shannara Chronicles, e fazia muito tempo que eu não me sentia assim em relação a uma série. The Shannara Chronicles reuniu os elementos que mais gosto em séries: romances não tão infantis e que não apelem apenas para a conotação sexual ou para o drama da vida, enredo fantástico (no sentido de envolver magia) e protagonistas femininas fortes.

Wil, Amberle e Eretria são os principais personagens da série, e, até o momento, achei os três muito bons – não tem nenhum personagem que eu desgoste, na verdade -, sobretudo as duas mulheres. Amberle é a princesa elfo, que, já no primeiro episódio, desafia as tradições e participa de uma competição somente para homens. Eu a havia achado bastante forte como protagonista, sem tantos melodramas infelizmente comuns às protagonistas femininas de séries (cof, Elena Gilbert). E a cena em que ela contracenou com Eretria no primeiro episódio foi uma cena ótima – enquanto o protagonista homem foi enganado num piscar de olhos, as duas tentavam enganar uma a outra, mostrando bastante força e capacidade. Nos episódios seguintes, Amberle acabou agindo infantilmente em algumas cenas, mas não foi o suficiente para abalar o meu pensamento. Eretria, por sua vez, manteve-se extremamente forte até o momento, sendo minha personagem favorita. Ela é uma humana nômade que engana Wil já no primeiro episódio e que tem que roubar para sobreviver. O que acho mais interessante nela é que são mostrados vários lados da personagem. Tem o lado traiçoeiro, mas tem o lado de uma mulher que precisa encontrar um modo de se libertar das garras dos homens de seu grupo. Quando pequena, Eretria foi comprada por um homem que ameaça casá-la com um de seus homens – todos propositalmente nojentos – cada vez que ela não cumpre com o que lhe é ordenado. É cruel a forma como ele a trata. Quanto ao seu papel na jornada, ainda não se sabe qual será, mas ela é vista nas visões de Amberle como sendo necessária. Enfim, temos o último vértice do triângulo amoroso: Wil. Bom, ele continua sendo o protagonista, mas pelos menos temos duas mulheres fortes e inteligentes interagindo com ele. Wil foi criado numa pequena vila e, após a morte de sua mãe, descobriu possuir magia em seu sangue. Guiado pelo Druida Allenon, fica encarregado de proteger Amberle e ajudá-la na luta contra os demônios. Inicialmente, o personagem era aquele típico protagonista engraçadinho e atrapalhado. Porém, após os 4 primeiros episódios, já é notável o seu crescimento.

Finalizando a parte dos personagens, gostei bastante também dos coadjuvantes. Acredito que, entre estes, os que mais merecem destaque são o rei, avô de Amberle, e o príncipe mais novo, tio de Amberle. O rei, porque é sempre comum que os reis apareçam como empecilhos à mudança ou que não saibam escutar seus conselheiros e paguem pela vaidade. O rei elfo, no entanto, escuta atentamente os avisos de Allenon – um druida – e não se deixa persuadir pelo seu filho do meio, o qual não acredita em magia e demônios e deseja subir ao trono rapidamente. E o príncipe mais novo, Ander, porque, inicialmente, parecia que ele seria aqueles personagens estimados pelo protagonista que o traem posteriormente em razão da ambição. Contudo, não mais acredito que seja o caso. Ander e Amberle são bastante próximos – e até acreditei que teriam um romance antes de saber que ele era seu tio. Seu carinho por Amberle parece genuíno, o que o torna um personagem estimado na série. Além disso, ainda há muito a ser explorado do personagem, como sua relação com o pai de Amberle, seu passado com gnomos e sua paixão pela Comandante Tilton, comprometida com seu irmão.

Sobre o enredo, admito que não li muito sobre, e nem sei o que esperar dos próximos episódios. Pretendo ler os livros algum dia, mas minha lista está um tanto grande atualmente, então não posso afirmar se é uma adaptação fiel ou apenas levemente inspirada. Até o momento, não vi grandes falhas ou problemas na história, que está cada vez mais instigante. O triângulo amoroso não atrapalha, porque não é o foco – o foco é a ação e a mitologia da série – e nenhuma das relações (Wil-Amberle e Wil-Eretria) é exagerada. Wil e Amberle desenvolvem um sentimento mútuo sutil, que não é trazido à tona a cada segundo da série. Já Wil e Eretria possuem um sentimento que sempre leva a uma tensão quando eles se encontram, mas que não parece ser tão duradouro quanto o outro – embora ame a Eretria, prefiro o primeiro casal.

Por fim, ao contrário da série sobre a qual escrevi semana passada – Shadowhunters -, os efeitos de The Shannara Chronicles foram muito bons (demônios, sangue de demônios, o mundo criado por eles, etc.), bem como os atores. O único ponto negativo é um que também se aplica a Game of Thrones: a passagem do tempo nos transportes. Ou tudo é muito perto ou há algum problema nas viagens que as pessoas fazem a cavalo nessas séries. Em uma cena os personagens estão em um lugar e na outra já conseguiram se deslocar, sem que você saiba se passaram dias ou horas.

Como eu acredito que este pequeno ponto negativo não é um grande impedimento, não tenho nenhuma restrição à série e recomendo bastante a quem gostar e a quem, pelo menos, não odiar o gênero. Espero que vocês amem tanto quanto eu – e que a série se mantenha boa até o fim.

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