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Resenha: A Estrela dos Mortos

Olá, leitores(as). Tudo bem com vocês? Hoje a resenha vai ser dessa sequencia maravilhosa de Supernova. Você pode ler a resenha de O Encantador de Flechas clicando aqui. Lembrando que essa resenha não contém spoiler do livro anterior.

Título: A Estrela dos Mortos (Supernova II)

Autor: Renan Carvalho

Editora: Novo Conceito

Páginas: 480

Opções de livro impresso: Buscapé

Livro cedido em parceria com a editora Novo Conceito.

Sinopse: Após deixar sua cidade natal, Leran está perdido em busca de uma pessoa que possa ajudar sua irmã Luana a controlar seus poderes. Enquanto foge de caçadores colocados em seu encalço, o arqueiro conhecerá novos lugares e aliados para sua jornada. Ao mesmo tempo, Tlavi, a jovem Estrela da Cura, tenta desvendar os mistérios de um criminoso capaz de erguer as forças das trevas no território pacificado do Reino Central. O caminho desses personagens está ligado pelo destino. Será que poderão lutar juntos para descobrir como vencer os novos inimigos? Conseguirá Luana despertar sua verdadeira força? Como Leran agirá diante da evolução dos poderes da irmã? É o que você vai descobrir em Supernova: A Estrela dos Mortos.

Mais uma vez me vejo encantada pelo mundo que o autor Renan Carvalho criou. Se ele já me conquistou com O Encantador de Flechas agora eu estou tomada de vez. Por mais que algumas coisas tenham me incomodado nesse segundo volume é muito difícil não considerar este um ótimo livro que sera relido em algum momento no futuro. Mas enfim, aqui vai a resenha completinha para vocês com todas as minhas impressões. 

Silviane Casemiro | Cantar em Verso

Silviane Casemiro | Cantar em Verso

Eu havia comentado na resenha anterior que Leran foi um personagem que amadureceu de uma forma correta durante a história, e de fato sim. Mas mesmo assim parece que eu não tinha me dado conta de verdade do quanto ele amadureceu até sentir a necessidade dessa maturidade neste volume. Ele passou por tanta coisa e ainda não acabou, agora ele precisa cuidar da sua irmã mais do que nunca e justamente por isso fica evidente que agora ele é um homem e não apenas um garoto vivendo na ignorância que sua cidade impôs. A forma como ele cuida de sua irmã e das pessoas que acaba conhecendo no caminho e tendo um certo apego me faz gostar muito desse garoto. Ele não é desses personagens super protetores que me deixam irritada, com vontade de jogar o livro longe. Incomoda em alguns pontos a forma como ele quer proteger a sua irmã, mas acaba sendo algo que eu compreendi ao longo do livro. Ele já perdeu tanto e não deseja perder sua unica irmã também. Aliás, Lua é uma menina muuuito difícil de lidar. Não sei como Leran consegue. Sinceramente eu fiquei, pelo menos, mais da metade do livro sentindo raiva dessa menina. Entendo a sua necessidade de se provar capaz de cuidar de si mesma, de querer fazer as coisas por si mesma e não ser mais tratada como uma criança e sim com o respeito que ela merece, de igual para igual, mas a forma como ela demonstrou essas necessidades fez com que eu a achasse bastante infantil.

Neste volume fomos introduzidos a novos personagens, como Tlavi (A Estrela da Cura). Ela tem um papel fundamental na história e provavelmente a personagem que mais pode trazer reflexões ao leitor. Tlavi é uma Estrala que muito cedo foi separada de sua família para receber um treinamento apropriado para controlar suas habilidades e poder ajudar sua nação e por isso ela tem um senso de lealdade enorme, cem por cento focada em suas missões não deixando nada lhe atrapalhar. E quando digo nada é realmente nada. Neste caso achei um pouco de… egoismo da parte dela. Sabe, ela luta tanto para salvar as outras pessoas mas não fez nenhum esforço para salvar alguém que deveria ter um pouco mais de importância para ela.  Eu senti muita raiva dessa personagem e não teve nenhum momento do livro que eu acabei torcendo por ela (bom, eu torci pela missão dela, mas por ela em si não uiahouhauauiauhai). Além de Tlavi temos Gueth, irmão dela. Ele não é uma Estrela mas domina a magia e ganhava a vida como um lutador por motivos que não irei citar aqui. Dos novos personagens esse com certeza se tornou meu favorito. Ele é engraçado, fiel ao que acredita e principalmente as pessoas com quem tem afinidade. O que eu mais gostei ainda é que Renan inseriu uma parte da história sendo narrada por ele. Como não amar? *-*

(…) Mudei a forma de ler o termo “família”. Sei que é difícil pensar sobre uma sem se remeter a mãe, pai e filhos. Porém, cheguei a conclusão de que não é isso que forma uma família. Ela não está no laço sanguíneo. Ela se cria a partir de interesses e, às vezes, se desfaz da mesma maneira. Pode parecer uma visão cética para alguém considerado altruísta, mas esse também é outro termo que andei revendo.

A Estrela dos Mortos é um livro que tem a sua história, ali estampada para divertir o leitor. E é uma excelente história, mesmo eu tendo que admitir que no inicio eu não estava gostando taaanto assim principalmente pela narração de Tlavi e as brigas entre Leran e Lua, mas aos poucos, conforme a ação foi aumentando, eu fui ignorando esses aspectos e me deixei envolver somente por toda a batalha que os personagens começaram a enfrentar, suas aventuras, viagens e tudo mais. Isso que eu nem estou citando as criaturas criadas pelo autor nesta obra, que dão uma agonia danada. Tudo eles atrapalhavam, tudo eles matavam, tudo de mal eles fazia. Claro que nenhum personagem bonzinho é bonzinho simplesmente sem ter o seu oposto, e bom essas criaturas e a Estrela da Morte estão ali para provar isso. O livro prende o leitor do começo ao fim pela curiosidade de saber o que irá acontecer a seguir. Lembro-me que no dia que peguei o livro e iniciei a leitura me surpreendi que quando fui dar uma pausa eu já estava na página 150, já que geralmente eu não leio tão rápido assim. De todo o mais a edição está linda, como é de se esperar. A editora manteve os padrões do primeiro livro e ainda somos prestigiados com belas ilustrações.

Enfim, uma leitura mais do que obrigatória para quem adora fantasia, magia, personagens fortes e marcantes. Além de literatura nacional. Renan Carvalho tem uma mão leve para escrita e a quando você menos esperar já devorou os dois livros. Enquanto isso eu fico aguardando o terceiro ansiosa.

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