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Filmes :: Naomi & Ely

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Título: Naomi & Ely (Naomi & Ely’s No Kiss List)

Diretor: Kristin Hanggi

Ano de Lançamento: 2014

Gênero: Comédia, Romance

Elenco: Matthew Daddario, Monique Coleman, Piersen Fode, Ryan Ward e Victoria Justice

Sinopse: Naomi (Victoria Justice) e Ely (Piersen Fode) sempre foram melhores amigos. Eles saem, se divertem e passam o tempo todo juntos, mas um romance nunca entre eles acontece por uma razão óbvia: Ely é gay. A dupla decide estabelecer uma “no kiss list”, ou seja, a lista de homens que nenhum dos dois podem beijar, para não estragarem a amizade. O sistema funciona bem, até o dia em que Naomi e Ely se apaixonam pelo mesmo rapaz.

À procura de um filme leve no netflix, acabei me deparando com “Naomi & Ely”. O nome não me parecia estranho, então decidi procurar no google, vindo a confirmar que o filme é uma adaptação do livro “Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo”, dos autores David Levithan e Rachel Cohn, que encontrei uma vez em uma livraria, mas desisti de levar por achar que não gostaria tanto da história. Da Rachel Cohn, eu já havia lido Princesa Pop, do qual tinha gostado bastante. Já do David Levithan, eu comecei a ler “Todo Dia”, mas a história não conseguiu me cativar. Assim, resolvi dar um chance ao filme, como forma também de ver se a história me agradaria ou não. Agradou, mas não sei se o suficiente para comprar o livro, ao menos não neste momento.

Naomi e Ely são vizinhos e amigos desde crianças. Não existem memórias na vida de Naomi em que Ely não esteja presente. A vida, porém, parece tomar outros rumos quando os dois vão para a faculdade. Não é que Naomi não soubesse que Ely fosse gay, é que, de alguma forma, nenhum cara parecia ser tão perfeito quanto ele. E quando Ely  começa finalmente sai com outros homens, o sentimento começa a incomodar Naomi.

Naomi é a garota linda, com quem todos os rapazes querem sair, mas ela não consegue encontrar o cara perfeito, porque está presa a Ely. Seu namoro com Bruce, por exemplo, vai de mal a pior, porque Ely sempre parece estar no meio. E sempre está. Até que Ely e Bruce se beijam, e o mundo de Naomi parece ruir. Naomi, então, precisa descobrir um modo de lidar com seus próprios sentimentos e aceitar quem Ely é fora de sua fantasia.

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Durante o filme inteiro, fui possuída pela sensação incômoda e irritante de ver que a protagonista se iludia, baseando sua vida num amor completamente impossível. Ela era injusta e ingênua em relação à Ely, mas não por culpa dele. A culpa era inteiramente dela, que nunca quis enxergar a verdade: ele era gay, e ele nunca seriam mais do que amigos. Mais do que jamais pularem para uma relação amorosa, Naomi precisava entender que não podia colocar a sua vida nas mãos de Ely, ignorando todo o mundo ao seu redor.

Ely, por sua vez, podia ter agido de uma forma mais compreensível como amigo. Ele não precisava esconder seu romance com o namorado de Naomi. É compreensível que ele estivesse ajudando Bruce a se libertar e que estivesse apaixonado por ele, mas isso não significa ser insensível aos problemas da amiga (Isto não é spoiler, mas a premissa do filme). Existiam outros modos de ele seguir em frente com essa história. E enquanto Ely desrespeita as regras da amizade, Naomi fica presa ao código que ela e Ely criaram: A Lista do Não Beijos, cujo principal nome é Gabriel, o porteiro gato do prédio que vive dando em cima de Naomi.

A história é interessante justamente por mostrar o quanto nos prendemos a algumas pessoas e acabamos parando nossas vidas, imersos em uma fantasia. E por mais que culpemos os outros, por mais que dissemos que são eles que não nos dão valor, a verdade é que muitas vezes nós somos o próprio vilão, criando histórias que não existem e exigindo promessas que, além de nunca terem sido feitas, são impossíveis de serem cumpridas.

Ponto negativo do filme: Victoria Justice, como Naomi. Talvez ela tenha encarnado o lado mimado e egocêntrico da personagem Naomi, mas não me convenceu completamente. Ponto positivo: o porteiro gato. Ele sempre tenta ser fofo com Naomi, mesmo que ela só enxergue Ely, e ele está lá, quando todo o mundo dela começa a cair. Uma pena que a história principal era a de Naomi e Ely – uma pena no sentido de que um pouco de romance a mais não faria falta.

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Por fim, eu gostei do filme. É rápido, leve, possui músicas boas, cenas engraçadas, cenas que mostram o lado legal da amizade (o filme mostra o que há de bom entre Ely e Naomi também) e drama na medida. Além disso, achei que a história conseguiu fugir um pouco do que estamos acostumados a ver. Quando falei que gostaria de mais romance, é apenas porque era o que eu procurava ver, mas creio que, se houvesse mais romance, a história ficaria clichê e melosa e perderia seu sentido e sua proposta. Quanto a ler o livro, ainda é uma possibilidade, mas tenho tantos não lidos, que acho que adiarei a aquisição.

 

 

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