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Filmes :: A Incrível História de Adaline


Título:
A Incrível História de Adaline (The Age of Adaline)

Diretor: Lee Toland Krieger

Ano de Lançamento: 2015

Gênero: Drama, Romance

Elenco: Blake Lively, Ellen Burstyn, Harrison Ford e Michiel Huisman

Sinopse: Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu na virada do século XX. Ela tinha uma vida normal até sofrer um grave acidente de carro. Desde então, ela, milagrosamente, não consegue mais envelhecer, se tornando um ser imortal com a aparência de 29 anos. Ela vive uma existência solitária, nunca se permitindo criar laços com ninguém, para não ter seu segredo revelado. Mas ela conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman), um homem por quem pode valer a pena arriscar sua imortalidade.

A junção dos temas tempo, imortalidade e amor é a fórmula perfeita para me fazer assistir a um filme e, muito provavelmente, chorar com ele. Sei que não é preciso muito para que isto ocorra, mas tenho relatos de pessoas não tão sensíveis que se entregaram às lágrimas com este filme em ao menos uma cena – cenas com despedida de animais sempre são emocionantes – o que demonstra que é possível se emocionar com “A Incrível História de Adaline”. Porém, não é um grande drama, não é grande romance, não é um grande filme. É um filme razoável, embora, talvez, tal classificação seja diminuída pelo fato de que criei expectativas de teor considerável.

Adaline Bowman tinha uma vida inteira pela frente. Embora seu marido tivesse morrido há pouco tempo, ela possuía uma filha pequena para criar e não esperava pelo que aconteceu naquela noite. Pela primeira vez em muito tempo nevou em sua cidade, o que fez com que ela não morresse após o acidente de carro que sofreu. Pelo contrário, Adaline ganho a chance de viver para sempre. Embora não tivesse se tornado imortal, Adaline tornou-se imune ao tempo. A ciência só descobriria em 2020 o que ocorria com as células de Adaline para que ela não envelhecesse um dia sequer.

Ao longo dos anos, as pessoas se espantavam com a aparência de Adaline, principalmente quando em contraste com a de sua filha, o que despertou a curiosidade do governo. Tomada pelo medo do impacto desta curiosidade em sua vida e na vida de sua filha, Adaline foge, mudando de identidade com o passar dos anos. Infelizmente, para proteger aqueles que ama de seu segredo, Adaline fica impedida de relacionar-se com as pessoas, deixando no passado alguns fortes amores, e mantendo apenas o relacionamento com sua filha, com os descendentes de um cachorro que possuía antes do acidente e com a única amiga que pode manter: uma senhora cega. Até que, sob a identidade de Jennifer ela conhece Ellis Jones, filho de um antigo namorado, que a fará confrontar seus medos e encarar a vida que nunca teve.

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O filme poderia ter sido maravilhoso. Ocorre que enfrentou dois grandes problemas: a qualidade na atuação e a falta de aprofundamento. Sobre o primeiro, já não tinha expectativas, pois não gostei dos trabalhos anteriores de Blake Lively – tinha certa implicância com a Serena de “Gossip Girl” e não gostei de sua atuação em “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante”, embora achasse que, talvez, ela melhorasse com a idade. É uma atriz sem muita expressão, que, em minha opinião, faz mais sucesso pela sua aparição na mídia e por ter feito “Gossip Girl” do que por seu talento. Os demais atores foram razoáveis – não tiveram atuações extraordinárias, que merecessem menção honrosa e sequer apareceram muito. Todavia, preciso mencionar que Michiel Huisman, o qual já se destaca em “Game of Thrones”, consegue fazer um bom papel de conquistador/romântico.

Acerca da falta de aprofundamento, o filme careceu de um melhor roteiro e direção. Várias cenas foram colocadas de forma desnecessária, uma vez que mal foram explicadas e ocuparam tempo das cenas principais, tornando o filme em algo parado, sem emoção e nem ação. Achava que ele falaria mais sobre a vida dela durante seus mais de cem anos, mas foca exclusivamente em 2014, o que não é um problema quando bem executado. A história com seu primeiro marido mal é mencionada, bem como a perseguição do governo – que, em tese, é a causa principal para sua constante fuga – e o romance com o pai de Ellis – não dá nem para se comover muito com esta parte. Há uma cena em que simplesmente uma foto ganha vida, pessoas desconhecidas e Adaline aparecem rindo, e a cena acaba. Este tempo poderia ser utilizado para aprofundar mais o seu romance e sua história e colocar um pouco mais de ação nela.

Por fim, quando poderia surpreender com um final emocionante, o filme terminou de forma bastante decepcionante e clichê. Gostaria de contar qual foi para demonstrar minha indignação – que ficou restrita aos amigos que também viram o filme -, mas não seria correto divulgar o final. Basta saber que: não dá para chorar, ocorre de forma corrida, as coincidências são inexplicáveis e o rumo da história é magicamente trágico em sua execução no sentido de “faltou criatividade, coerência e racionalidade”.

A história poderia ter sido maravilhosa, poderia fazer derramar lágrimas do início ao fim. Todavia, resumiu-se a um filme que não atingiu seu potencial, com cenas razoáveis de romance e emoção – as cenas entre Adaline e sua filha já idosa são interessantes, embora percam, em preferência e emoção, para as do adorável cachorro de Adaline.

 

Quem desejar assistir e possuir conta na Netflix, aproveite, pois “A incrível História de Adaline” integrou, este mês, o quadro de filmes disponíveis na rede.

 

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