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Dica de Leitura :: Conduru e arte negra

CONDURU E A ARTE NEGRA

Captura de tela 2015-08-10 11.28.16

título: ARTE AFROBRASILEIRA

autor: Roberto Conduru

encadernação: Brochura

formato: páginas: 128

editora: C/ ARTE

A nossa história não mostra muito, porém, há identidade africana em nossa cultura. É desobrigado de se dizer, mas, escravidão também influencia.  Muito artista contemporâneo – de todo o mundo – apresenta referências negras em suas obras.  

O pesquisador Roberto Conduru procura apresentar,  em seu projeto “Pérolas Negras: Experiências Artísticas e Culturais nos Fluxos entre África e Brasil”, como ele mesmo diz: – um olhar sobre como a presença africana alimenta a cultura e arte brasileiras.

Mário Cravo Neto, Caetano Dias, Jorge dos Anjos e Marcondes Dourado, são alguns desses artistas pesquisados e mostrados em exposições que fazem o mesmo.

Conduru, no entanto,  criou um ambiente sensorial, com música, aroma de eucalipto, joias de crioulas em exposição – joias da Bahia – fios de contas para cultos aos orixás, fotografias.

300 anos de escravidão é fator fundamental para a identidade brasileira se matizar da cor negra e da cor indígena. As cores pálidas são as cores do opressor.

Mário Cravo Neto é fotógrafo.  Viajando por Angola, no Museu de Antropologia de Angola, teve interesse despertado para a riqueza artística dos terreiros de candomblé e umbanda, principalmente o primeiro. Cravo Neto se aproxima do culto afrobaiano e, se dedica a fotografar e gravar a vida e rituais de tais cultos.

Martinho Patrício é artista plástico, e, utiliza tecido como suporte.  Aborda conceitos relativos ao sagrado e ao profano.

Conduru cita o movimento modernista, no qual alguns artistas buscavam referências africanas, buscando a valorização da cultura afro. Exemplos: Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Rubem Valentim e Heitor dos Prazeres.

Mas, o que se importa é configurar um campo composto por objetos e práticas diversificados, vinculados às tensões artísticas, estéticas, pedagógicas, culturais, e, sociais.

Sabedores de que as elites tentam apagar as origens e as misturas,  fomentando sincretismos, Conduru percebe o silêncio sobre o assunto, que é  evidente e notório. Perpassa por aqui a superstição e o preconceito ainda reinantes no país. Silêncio que grita mais do que a opressão.  O silêncio que se faz nos meios acadêmicos e nas escolas. A cultura africana tem influência brutal, mas, profícua, na  formação cultural do povo e na arte brasileira.

Conduru diz:

Por isso, me refiro a cada produção artística que nasce desta condição social marginalizada como uma pérola, que surge da presença estranha de um grão de areia no interior da concha.

As contas são segmentos do colar universitário da cultura africana.

Mas o silêncio, segundo Conduru, tem tempo limitado. As mostras, festivais, e, demonstrações dessa cultura, dentro e fora dos Museus, são atividades constantes, apesar de esparsas, desvinculadas, pouco percebidas ou pouco valorizadas.

Por isso tudo e muito mais vai a dica de leitura para  Arte Afrobrasileira de Roberto Conduru.

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