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HARRY POTTER – A saga em filme

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HARRY POTTER SAGA – parte 1

os filmes

diretores DAVID YATES, ALFONSO CUARON, MIKE NEWELL, CHRIS COLUMBUS

Escrever sobre livros e filmes é preciso lê-los e vê-los. Essa pode ser a penúria ou a glória do resenhista. Ter que abordar belas obras ou péssimas produções. Osso do ofício.

Assim sendo, graças à magia da transmissão via satélite houve por bem ver, de uma tacada só, todos os filmes da saga Harry Potter. Os primeiros eu já vira nos cinemas. Os últimos na TV. Foi interessante.

Para homenagear a minha querida amiga Grazy Souza – que nunca vi pessoalmente – pensei sobre esse ensaio em relação à sua saga predileta.  E, para não assustá-la fui atrás de uma elaboração positiva sobre a prolongada história, mas apenas via cinema. Não foi difícil.

Quanta gente já não estudou essas obras? Por quantos pesquisadores já não passaram as linhas dessa saga e de outras?

Para alguns fãs – a velha saudade e o oco deixado – faz com que se  sinta falta de novo material que expanda o universo das sagas? Vários estudiosos, porém, deixam perguntas sem respostas, mas, que caminham entre os eternos valores de Bem e de Mal que toda a obra popular traz em seu bojo. É sua ideologia, a balela de que o Bem sempre vence o Mal. Vende adoidado tanto em literatura quanto em cinema. Tenhamos sempre, contudo, a certeza de que se trata de literatura e não vida real. Nada disso existe e por isso recebe o nome de ficção. Se for boa será metafórica ou alegórica de outra coisa qualquer. Como as senhas e as palavras dos mistérios que escondem algo aos ouvido do não iniciado. Sigamos algumas palavras de ordem:

AMOR

É lícito usar poção do amor? Forçar a barra em uma relação que está contrária? Será um amor verdadeiro, ou, amor sob fetiche?  Quando é que nos livramos do fetiche? Os seios fartos da garota não serão o fetiche (feitiço) que me leva a agarrá-los, mesmo que tenha que esperar um tempo de namoro? Qual a diferença entre esses feitiços lendários e os da realidade? Amor é algum tipo de magia? É forte ou somos fracos?

MORTE

Devemos temer a morte? Epicuro já disse que quando estamos vivos a Morte não está e quando há a Morte nós é que não estamos presentes. Ou seja, nunca encontramos a Morte. O que se tem, então? O desgoverno sobre a realidade? Existe vida após a Morte ou é apenas semântica?

INTUIÇÃO

Dado imprescindível sobre o bem e o mal, amor, morte, poder, sacrifício e esperança. O que serão as nossas escolhas? 

CIÊNCIA

Esclarecemos que magia é a maneira poética de lidar com a Ciência, especialmente a parte que não conhecemos dessa última. As complicadas palavras em latim ou grego também servirão para a magia pois tais eram as línguas universais – como o inglês hoje – mergulhadas na Idade de Média, e servem para esconder. Somente os cultos saberão do que se trata. Magia não é para vocês, trouxas. Para vocês apenas as historinhas.

Todos sabemos que  dragões, vassouras e todas essas peças do universo onírico de Harry Potter, não existem. Mas, são  a midia usada para a velocidade, para atalhos… como inventar viajar mais rápido do que a luz para ir às estrelas inalcançáveis. Impossível. Usa-se a mídia da desculpa fantástica.

Amar o filme é lúcido pois é amar a sétima arte e os filmes dessa saga são muito bem feitos, mesmo que pese aqueles erros de continuidade que tem em qualquer filme. Babaca é quem fica correndo atrás disso como se descobrisse o verdadeiro significado de Avra Kadavra. Cuidado com esse significado.

A autora JK diz que a série abrange fantasia, vida escolar e passagem entre a infância e a juventude, e, é claro, os elementos de mistério, suspense, aventura e romance. Bem… isso acontece na maioria dos filmes. A pesquisa da autora caminhou sobre campos do simbolismo e de dados culturais. É também a série mais assistida de toda a historia do cinema e isso não é pouco se levarmos em conta a tradução dos livros para mais de 70 idiomas, e mais de 50 milhões de cópias. Será que os muçulmanos leem também?

Parabéns pela excelente programa de mídia que usaram. Sim… pois, o sucesso não foi pela literatura que é pobre. Talvez tenha sido pelos filmes que são ricos com excelentes atrizes e atores ingleses. É como se dissessem: Já que temos que fazer essa coisa que pelo menos tenhamos o melhor elenco. O meu preferido é o Allan Rickman – e nesse caso viva ma s cores de Slytherin –  seguido do Kenneth Branagh. Os dois Dumbledore são poderosos atores, também. O primeiro eu já vira no Homem Chamado Cavalo – uma produção de 70.  A garotada é excelente com referência primordial, elementar, à cara menina Watson.

Mas, como eu dizia, a literatura do livro é pobre. Simplória, até. Se quer saber mais de ocultismo leia Marguerite Yourcenar em  A  Obra em Negro. O texto do Harry é bem infantil e chatinho. Se as pessoas se dedicarem à literatura real perceberão isso. O filme, no entanto, já ganha valores majestáticos com a música tema  de John Williams (Star Wars, Tubarão, ET) o que demonstra que não há brincadeira na obra. Depois, a cada filme seguiu um compositor diferente, mas a música tema é a música que carrega as composições, que as inspira e que manda nas variações,  como acontece em 007.

Agora, sempre uma tolice e outra que não tem nada a ver com a técnica da continuidade. Um dia o Potter é proibido de sair para as cidade pois querem resguardá-lo do tal Cirius Black que fugira da prisão de onde ninguém foge. Mas, fora da escola,  o menino mora numa cidade e passa por lá a maior parte do tempo? Qual a diferença de sair ou não sair em passeio?

Da prisão que ninguém foge, num outro livro, foge mais um… uau! que prisão!

Bem.. o bruxinho cresce e com ele seus leitores. Harry se desenvolve através da adolescência; diz aqui que aprende a superar os problemas: mágicos, sociais e emocionais, amizades, paixões e provas, e, – agora o inesperado e surreal –  o teste de preparar a si mesmo para o confronto no mundo real. Mundo real?! Que mundo real se ele é um bruxo que não existe e só existe no mundo irreal? Fazendo mágicas inexistentes em um outro mundo… deixa pra lá. Mundo real?

Tais livros são escapistas, justamente, da realidade.

Mundos paralelos, magia, sonhos são elementos da literatura que desejam propor um outro mundo que seja melhor, e, talvez  mais emocionante que esse negócio de impostos de renda e trabalhar segunda às seis da manhã. Já era moda na época de Mary Shelley. A literatura escapista é algo como droga simbólica, talvez daí o nome Potter.

Mas, o cinema ficcional é escapista por excelência. O cinema é escapismo, é um útero negro, desde os tempos de Lumière, Meliés, Eisenstein. Manter-se na realidade é não assistir filme algum. Essa é a atenção que se deve dar às obras de arte, talvez. Que seja arte sintetizando a realidade, o mundo real, e não arte de inventar o outro, como fazem as religiões,  e dizer que este é verdadeiro real. Perigosíssimo isso! Bacana aos seis anos de idade.

Mas, é isso. Um primeiro momento nos vastos livros e filmes não se pode dominar em duas ou três páginas de um texto. Mais ensaios e  análises ficam para outros momentos.

Se Harry Potter acordasse debaixo de uma ponte vendo-se sozinho e pobre seria um final bem trágico para a saga e ficaria mais bacana. Com apelo social o menino de ruía, mendigo seria príncipe somente nos sonhos. Tudo não passaria de sonho.

Bem… algum dia os leitores do bruxinho perceberão que essa literatura é sonho e se perceberão no mundo real, como ‘trouxas’ que são.

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5 pensamentos sobre “HARRY POTTER – A saga em filme

  1. Bem, o que você disse sobre Harry Potter e outros livros parecidos serem uma mentira é realmente verdade. Todo mundo sempre está buscando filmes e livros que fogem da realidade, porque ela é chata ou ruim, para que nos sintamos melhores, mas com certeza, com isso, estamos enganando a nós mesmos. Mas se você for pé no chão, sabendo que isso é uma completa mentira, e não ficar achando que tal coisa vai acontecer, tudo bem. Apenas assisti os filmes do Harry Potter, nunca li nenhum livro(e, sinceramente não é um livro que tenho vontade de ler), apenas acho legal, bom. Bjus.

  2. Sempre soube que você não curtia a literatura HP hahaha Mas para mim continua sendo uma grande obra exatamente por ser fantasia. Gosto de me deslumbrar. Não é exatamente o “ocultismo” o que me atraia. E a obra sempre foi infantil, nunca se escondeu isso. Tem grandes lições pra crianças. Mas chata… discordo. E eu não gosto do filme quanto adaptação. O livro tem mais coisa. Se fosse analisar como apenas filme, sem ligação ao livro ele é bom sim. Especialmente pelo elenco adulto. Do jovem só gosto da Emma e da Evanna. Entendo sua visão, mas tenho minhas discordâncias dela.

  3. Gosto muito de Harry Potter. Cresci com os livros e não tenho como negar que marcou de alguma forma. Gosto dos filmes da série sim, com exceção do Ordem da Fênix que ficou o mais fraco.

    =*

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