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Resenha: Jurassic Park | Michael Crichton

Título: Jurassic Park

Autor: Michael Crichton

Editora: Aleph

Páginas: 525

Onde costumo comprar (Opções de livro impresso): SubmarinoSite da Aleph

Sinopse:Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle.
Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos.

Resenha

– Eu sempre declarei que essa ilha era impraticável. – disse Malcolm. – Eu previ desde o início. (…) E acredito que, a essa altura, todos saibamos qual será o resultado final.

Assim como o Malcolm, acredito que a essa altura todo mundo (finalmente!) saiba que a série de filmes de Jurassic Park é baseado no livro homônimo de Michael Crichton. E cara, aqui a regra do ”o livro é melhor que o filme” ainda vive, mas a adaptação de Steven Spilberg é inegavelmente fiel (exceto o desfecho) e in-crí-vel.

Bom, o enredo todos sabemos: o velhinho megalomaníaco John Hammond resolveu que podia criar um parque recreativo que dinossauros ressuscitados utilizando o DNA encontrado em mosquitos preservados pelo âmbar. Ele chama para uma visita antes da inauguração o advogado dos investidores, o paleontólogo Alan Grant,  a paleobotânica Ellie Sattler (que eu já mencionei numa lista  das melhores personagens femininas da literatura) e o matemático Ian Malcom. A intenção era convencer os investidores e receber o aval dos especialistas. Porém, Malcolm desde o início, baseando-se na Teoria do Caos, deixa claro que o investimento de Hammond será um fracasso. Os netos de John, Tim e Lex também estão no parque para um visita. No outro núcleo de personagens, temos Dennis Nedry, o programador do parque, que recebeu um proposta bastante tentadora da empresa rival de Hammond.

Bom, o livro, assim como o filme começa falando da extração maciça de âmbar e faz apresentação de Alan e Ellie. Além do relato de alguns ataques acontecendo na ilha onde o parque estava sendo construído. É uma introdução bem legal para o resto da história, que se passa totalmente dentro da ilha.

Gostaria de comentar aqui que a adaptação é muito boa e não fosse pelo fato de ter alterado a personalidade de Ian Malcolm, um dos meus personagens favoritos de todos os tempos, eu não teria nenhum problema com ela. Mas alterou e fez ele parecer um idiota quando na verdade é o mais sensato do livro. Claro que adoro Alan, Ellie e Tim, mas Malcolm dá aquele ar inteligente e sarcástico que me fez amar a história. Ele a todo mundo comentando e sustentando sua teoria de uma hora ou outra tudo ia desandar é o que compõe os melhores diálogos da trama. Especialmente quando ele vai, aos poucos, fazendo todos perceberem o grande erro de Hammond. É isso. Leia para apaixonar-se por essa personagem extremamente bem construída. Ah, e no livro Tim é mais velho que Lex. Mas o fato da Lex ser um pé no saco não muda 😛

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Eu li esse livro há uns quatro anos, mas quando recebi a nova (bafônica) edição da Aleph, fiz um intensivão na madrugada para relembrar a história e vir aqui comentar. Cara, é muito bom! Vou ler de novo daqui uns dois anos.

As coisas começam a dar errado quando, após Malcolm perceber a falha nas ”repetições” e alertar o povo. Nedry dá baixa nos sistemas de segurança para poder levar amostras de DNA das espécies do parque para a empresa rival. E como ele era o único responsável, fica difícil para os outros desfazerem o que ele fez. Então temos a cena épica – quase idêntica entre livro-filme – do T-Rex atacando os carros elétricos e daí vai tudo abaixo. O livro é mais detalhado que o filme, mostrando não só a jornada de Alan e as crianças, como também a de Ellie, de Nedry e dos funcionários.

Nas cenas finais, temos o sítio dos velocraptores ao pessoal da base e a cenas legais da Ellie distraindo-os, do Tim sendo o Tim-herói e a palhaçada da Lex ¬¬ E o desfecho é bastante diferente da versão Spilbergiana (e devo dizer que o final do filme é melhor por um motivo que você vai me entender quando ler).

Jurassic Park é um dos melhores livros de ficção científica que já li. Sou apaixonada por todo o enredo e às vezes fico discutindo os diálogos dele com meu irmão, afinal há questões bioéticas muito importantes e tiradas muito legais. Michael Crichton mandou benzaço. E pelo desfecho, acredito que ele queria que JP fosse filho único… os fãs não deixaram. E eu ainda tô cançando O Mundo Perdido. Juro que até pouco tempo atrás eu achava que essa continuação era mito.

Anyway, se você ainda não leu, eu peço, imploro, compre e leiaaaaaaa. Ainda mais com essa edição chocante da Aleph. Toda linda, chique de doer com detalhes em vermelho nas laterais, a capa de um material que sei lá qual é, mas é muito bom e brilhoso. Os detalhes em preto por dentro e as gravuras baseadas na história. Tem até uma imagem do mosquito preso no âmbar. E tem ainda um extra: entrevisto com o autor \o/

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Vou fazer um pôster disso! *–*

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