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Resenha:: O Planeta dos Macacos | Pierre Boulle

Título: O Planeta dos Macacos

Autor: Pierre Boulle

Editora: Aleph

Páginas:  216

Onde costumo comprar (Opções de livro impresso): Submarino

Sinopse: Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante… os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.

Preciso começar falando uma coisa importante: decidi não analisar profundamente todos os aspectos que consegui observar nessa narrativa por quê: 1 – Meu objetivo é demonstrar como livros de ficção científica são sim tranquilos de ler; 2 – Não acho realmente pertinente fazer discussões sobre isso; 3 – Pode rolar spoiler de alguma coisa e para um livro tão pequeno, spoiler é complicado.

Dito isto, posso começar.

O Planeta dos Macacos é um livro de 1963 e como a maioria dos outros sci-fi que li, me deixou boquiaberto com a criatividade e futurismo do autor. A descrição da tecnologia da sociedade dos macacos parecida com a nossa e todas as passagens são de uma genialidade (para as intenções do autor) que só atribuo a outros dois caras da sci-fi.

Todo mundo sabe que temos uma franquia cinematográfica (e de outras mídias) que leva o nome deste livro. E resolvi reassistir o original de 68 e o de 2001 para poder comparar um bocadinho (tô com os recentes frescos na mente). Obviamente os recentes são adaptações muito livres, mas válidas e bem feitas. O de 68 me deu impaciência por causa dos efeitos pobres (fazer o que…) e o de 2001 é o mais fiel de todos. Claro, tenho que perdoar o primeiro filme já que não tinha tecnologia suficiente para fazer cenas totalmentes fiéis. Enfim… se quiserem se jogar num filme baseado, o de 2001 é o que mais agradará quanto a fidelidade aos temas propostos por Pierre.

Breve resumo: um casal em uma viagem pelo espaço (provavelmente pertencente a uma sociedade muito mais avançada que a nossa) encontra uma garrafa vagando e dentro dela há páginas narrando a história de Ulysse Mérou. Este era um jornalista que foi tripulante de uma nave que foi mandada à estrela Beltegeuse para exploração e acabam encontrando um planeta muito similar à Terra: Soror. Decidem aportar no planeta e lá acabam tornando-se prisioneiros de uma sociedade evoluída de macacos que acredita que eles são seres desprovidos de inteligência.

Coincidência que o nome dele seja Ulysse? Acho que não :p Bom, Pierre utilizou de uma artifício muito inteligente e simples para abordar temas polêmicos sobre filosofia, política, humanidade e principalmente ciência e ética: a troca de lugares entre humanos e macacos. É surpreendentemente fácil entender todas as críticas que o autor quis fazer à sociedade da época dele (que não é muito diferente da nossa). Especialmente quanto à uso de animais para testes laboratoriais e à mentalidade por vezes tacanha dos cientistas.

A narrativa é muito simples mesmo, apesar dos temas. Não há tentativas de rebuscar o texto, então as palavras são as mais fáceis possíveis. Não há enrolação e descrições desnecessárias. O enredo é bem rápido e os capítulos são curtos, o que torna a leitura muito agradável. É definitivamente um dos livros de ficção científica mais importantes, fáceis e recomendáveis que já li.

Sobre a edição: A Editora Aleph está cada vez melhor! A capa tem uma textura e cor maravilhosas, tem detalhes arredondados nas bordas do livro e a parte de dentro da capa e a contra-capa foram impressas em preto. Há ainda os extras que incluem uma entrevista com o autor. Muito show!

Enfim, Planeta dos Macacos ganhou selinho recomendado para todos.

Para mais informações

Fanpage da Aleph

Site da Aleph.

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