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Resenhas: Entre o Céu e o Mar – Nos montes da inocência + Sorteio

Com muito prazer venho escrever essa resenha sobre um livro que me despertou tantas emoções e sentimentos que seria impossível colocar todas elas em palavras. Robson Gundim é um escritor que admiro já a alguns anos e me orgulho de poder chama-lo de amigo. Entre o Céu e o Mar – Nos Montes da Inocência é um romance sobre duas almas de coração livre e selvagem, que contra as leis de sua sociedade se apaixonam e ao mesmo tempo emociona o leitor.

 

   Título:Entre o céu e o mar

   Autor: Robson Gundim

   Editora: Modo

   Páginas: 320

   Onde costumo comprar (Opções de livro impresso): Cultura

 

Sinopse: Annette Legrand – descendente de ingleses – imigra para os Montes Apuseni ainda quando criança, para viver nos ermos campestres longe dos rigores da guerra. Ela acaba conhecendo e vivendo junto a um garoto chamado Richter Belmont, um orfão adotado pelo romeno Loweed Schwartz. Com o passar dos anos, Annette e Richter descobrem que irão se separar; ela é levada para um colégio interno na grande Bucareste e Richter fica sozinho no rancho. Doze anos depois, formada e transformada numa deslumbrante mulher, Annette Legrand regressa ao território que marcou a sua infância, redescobrindo o marcante e profundo sentimento que uniu a sua vida à de Richter. Contudo, o que Richter não sabe, é que Annette noivou-se com Nicholas Willefort, um nobre herdeiro de um conde, com quem Annette irá se casar…
Entre o Céu e o Mar – Nos montes da inocência começa com uma breve introdução dos nascimentos de Annette Legrand e Richter Belmont, o tempo que eles se conheceram quando crianças no rancho do Sr. Schwartz, pai adotivo de Richter, e a triste despedida que os separou até a fase adulta.
Depois dessa pequeno prólogo somos apresentados ao destino dessas duas pessoas que, apesar de terem vivido tanto tempo longe um da outra, foram incapazes de se esquecer das lembranças de suas juventudes compartilhadas. Annette Legrand, agora uma mulher adulta, está voltando para o lugar onde passou grande parte da sua mocidade – e onde recorda ter vivido os momentos mais felizes de sua vida – o rancho de Loweed Schwartz. Mas ela não está sozinha, Nicholas Willefort, seu noivo, e Julia Willefort, sua cunhada, compartilham da mesma carruagem em direção ao rancho.
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Arquivo tirado da página official do autor.

Annette nunca conseguiu esquecer as maravilhas daquele lugar, suas lembranças eram cheias de liberdade e aventura, coisas que ela acabou perdendo pelo período que viveu em Bucareste. Ela desejava ser a velha Ann novamente, aquela que se aventurava sem medo e tinha Richter ao seu lado. Mas sua liberdade agora deverá ser limitada pela constante presença dos irmãos Willefort, afinal ela já não era mais criança e estava noiva de um homem nobre e educado. O impasse de Annette se encontra na sua aspiração pela independência e o casamento que liquidará sua “selvageria”.
Richter Belmont vive no racho de Loweed Schwartz desde o dia que ele o acolhera como seu filho. Sua infância foi de muita felicidade e nenhuma preocupação o afligia. Mas quando sua fiel companheira Annette foi levada para estudar em um colégio interno – situada na grande Bucareste – Richter sofreu serias mudanças de comportamento, preocupando a todos. Se tornou um homem fechado, solitário e agressivo – poucos são aqueles que conhecem as verdadeiras amarguras que o transformaram no homem que é.

Richter desapareceu e não deu sinais de vida desde o final da manhã chuvosa, e Annette, sujeita a credulidade de que talvez o próprio destino o tivesse assim afastado, esforçou-se arduamente em tentar esquecê-lo.

Exitem feridas tão profundas que dificilmente são capazes de serem curadas. Mas a chegada de Annette Legrand ao racho trás luz e esperança aos olhos de Richter. Afinal, só ela poderia fazer ele ressurgir da obscuridade de seu passado.Para quem leu o livro anterior Entre o Céu e o Mar – Uma Odisseia Além do Oceano irá lembrar da bela pirata Annette Legrand e de sua marcante vivacidade e destreza. Mas antes de ser pirata e navegar pelos mares liderando navios, o que Ann era? Onde estava? O que estava fazendo? Todas essas perguntas serão respondidas com detalhes nesse novo romance.

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As ilustrações desse livro fazem com que ele seja ainda mais atrativo ao leitor / Arquivo tirado da página official do autor.

Em Entre o Céu e o Mar – Nos montes da inocência, Ann é uma moça comum na sociedade, com o futuro já garantido ao lado de um homem bom e nobre, Nicholas Willefort. Mas aos olhos de Annette uma vida comum não parece ser o bastante – principalmente agora que está no racho de sua juventude, no lugar onde viveu ao lado de Richter.O que eu mais amei nesse livro foi principalmente essa luta que Annette faz consigo mesma. Não é a escolha entre Nicholas e Richter que ela deverá decidir – e sim a escolha da mulher que ela é para aquela que ela deverá se tornar. Ela deseja sua independência, mas como conseguir isso em uma sociedade dotada de tradições e valores, onde o papel principal de uma mulher é ser esposa e mãe?! Como superar essas cobranças e ser apenas uma mulher que vive de acordo com seus desejos?!

Annette pensava muito rápido em todas as probabilidades, e como prova de sua engenhosidade, não deixou de ligar todos os fatos em meio à fração de segundos que iluminaram a sua mente.

Richter Belmont é um dos melhores protagonistas que eu já conheci. Sua personalidade é memorável e como mulher ele me fez suspirar em vários momentos. Suas atitudes não demostram um romantismo delicado e meigo, pelo contrario, sua brutalidade se refletia até em seus gestos mais suaves. Seus sentimentos são selvagens e profundos – muitas vezes encenados por ações sem palavras. Tudo descrito de uma forma bastante intensa e até mesmo sensual.

Eu gostaria de falar de mais alguns personagens, por isso para não prolongar ainda mais essa resenha eu decidir exprimir minha opinião sobre cada um deles em uma frase:

Os gêmeos Valken:  completamente apaixonada por eles;
O Sr. Schwartz: todo o seu amor paternal me cativou ;
Tia Adelle: me fez sorrir de modo bobo em vários momentos;
Julia: personalidade marcante e desagradável, me fez revirar os olhos algumas vezes;
Sr. Razvan: seu comportamento me fez odiá-lo profundamente, personagem com personalidade desagradável e marcante.

A escrita de Robson Gundim é impecável, digo isso desde que o primeiro livro dele foi lançado. É tudo feito com bastante cuidado e dedicação, me encontro orgulhosa pela literatura brasileira que está muito bem representada pelas mãos de autores com a capacidade de escrever belíssimas e épicas estórias.JamieMcGuire

Robson Oliveira Gundim Robson Oliveira Gundim nasceu em 10 de Julho de 1989, na cidade de Gandu-Ba (Brasil). Após concluir o ensino médio, mudou-se para Jequié, onde reside atualmente. É estudante de Serviço Social, desenhista e escritor. Sempre foi amante da literatura e da sétima arte, e ressalta: “Creio que esses foram os principais componentes que me fizeram se interessar pela arte de criar e escrever.”

 

Ana

 

Sorteio

Olá, gente! Estou aqui para divulgar para vocês que nós do blog Cantar em Verso iremos fazer um sorteio de um exemplar autografado do livro Entre o Céu e o Mar – Nos montes da inocência + marcadores, em parceria com o autor Robson Gundim. O sorteio irá começar em algum momento nas próximas semanas, então fiquem ligados na nossa página do facebook para não perder a oportunidade de conhecer essa obra de aventura épica.

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23 pensamentos sobre “Resenhas: Entre o Céu e o Mar – Nos montes da inocência + Sorteio

  1. Oie, Ana!
    Você realmente amou o livro, deu para notar. E como não poderia? Uma obra tão sutil e suave, que merece ser degustada e apreciada enquanto se lê. Mesmo não gostando do gênero de romance, foi uma história que me chamou atenção por conta de sua resenha. Provavelmente estarei lendo, obrigada pela dica.
    Com carinho,
    Celly.

    http://melivrandoblog.blogspot.com/

  2. eu nunca li nada do autor e a capa não me animou muito apesar de adorar ilustrações.
    já a história é interessante na medida d possível e acho que eu daria uma chance para a leitura. ^^ um dos motivos é pq tem ilustrações no livro (apesar do traço n me agradar muito). sim sou chata haha.

  3. Oi Ana,
    infelizmente não tive o prazer de ler o primeiro livro, mas ouvi muito elogio a obra, agora me deparo aqui com a resenha do segundo, e pelo que entendi será mais instigante quanto o primeiro, estou curiosa agora para conhecer está história e principalmente os personagens, quais você destacou.
    E a capa deste livro é muito bonita, e as ilustrações então, estão maravilhosas, eu amo quando o autor pensa nos detalhes para seus leitores.
    Espero poder ler o quanto antes os dois livros e poder me deliciar, assim como você, nesta incrível história.

    Beijokas Ana Zuky
    SA Revista

  4. Oi, Ana!
    Olha, confesso que não é muito o meu tipo de leitura, mas gostei da Ann, ser mulher e tentar ser independente naquela época não era nada fácil. Ainda não é, mas graças aos movimentos feministas conquistamos muitas coisas hehehe
    É muito bom ver que a literatura nacional está sendo cada vez mais apoiada por blogueiros literários, isso é super bacana, parabéns!

    Beijos
    Rayssa
    http://diariosdleitura.blogspot.com.br/

  5. Oi Ana, fiquei apaixonada pela sua resenha e por essa trama que parece super envolvente. Fico tão feliz por ver que cada vez mais a literatura nacional está ganhando lugar na nossa estante. Com certeza esse é um livro que quero ler. Quero saber mais sobre a briga interior de Ann e o que ela irá decidir para a própria vida. Amei a ilustração no livro também!

    Bjs, Glaucia.
    http://www.maisquelivros.com

  6. Gostei das ilustrações e fiquei curiosa para saber se os dois, com as diferentes vivências que tiveram conseguiram retomar os sentimentos do passado. Um ponto que não gosto muito é o triângulo amoroso!
    Beijos
    Porão da Liesel

  7. Oi Ana!
    Capa muito bonita e as ilustrações estão muito legais, mas a premissa romantica do livro não me chama atenção. No momento, esse tipo de clichê eu estou meio que fugindo porque não tenho mais paciencia pra melação, embora, pelo que você falou do personagem, eu tenha alguns motivos para ficar curioso :3 Mas no momento, não é um gênero que queira me aventurar.

    Abraços
    David Andrade
    http://www.olimpicoliterario.com/

  8. Ana, você já me deixou suspirando com esse protagonista. Apesar de não gostar dessa brutalidade toda, é ela que demonstra os sentimentos mais sinceros de alguns personagens, então me apaixono logo hahaha
    Só fiquei confusa porque não entendi de esse é o primeiro ou o segundo livro. Sempre conheci esse como primeiro, mas dai você me confundiu quando citou uma história anterior.
    Nunca li nada do autor, mas você me deixou em animada e curiosa. Algo me diz que irei gostar muito dessa protagonista.

    Beeeijinhos ;*
    Andressa – Mais que Livros

  9. Olá, tudo bem?

    Nunca li nada do autor, mas pelo tanto de elogios que li sobre sua escrita e personagens, não vejo a hora de conhecer suas obras. Apesar da temática desse livro não fazer muito meu estilo, estou seriamente pensando em dar uma chance, pois a capa me chamou atenção logo de cara – amo capas com ilustrações gráficas e não pessoas reais. A diagramação do livro é linda, esses desenhos ao longo da história devem ser um charme. Gostei dos nomes diferentes que ele usou na obra e acho que também iria revirar os olhos com a Julia.

    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de Leitor – http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

  10. Oi Ana, confesso que em um primeiro momento não tinha me interessado nem um pouco mas depois de ler sua resenha achei-a tão sensível e profunda que me deu uma certa curiosidade. Ritche parece ser o tipo de me personagem que gosto, além de parecer ser importante paar a história. Bom, quem sabe um dia!

  11. Ei Ana, tudo bem?

    Eu sempre achei esse livro muito bonito e deu para perceber pela sua resenha como ele é também bonito por dentro. Parece um romance legal que fala sobre autodescoberta, mas por enquanto ainda não tenho vontade de ler.

    Bjin da B

    Mundo B – Paixão, Amor e Outros Vícios

  12. Oi Ana, tudo bem?

    Eu já li algumas resenhas desse livro, mas a sua foi tão especial que foi a única que me despertou para ler. Parabéns, sua resenha esta magnífica e eu fiquei super interessada. Como a Cássia fiquei em dúvida: é uma série né?

    A diagramação está linda e eu adoro livros com ilustrações, sempre deixa a obra mais bonita. Em suma, vou procurar mais sobre o livro.

    Beijos
    Leitora sempre

  13. Bom dia flor, tudo bem?
    Fiquei emocionada ao ler suas palavras nessa sua resenha! Eu não conhecia esse livro (pelo o que entendi é uma série ou algo assim – me corrija se eu estiver errada), mas senti que ele é tão profundo e tão único, que já estou com vontade de lê-lo! Gosto muito quando as histórias mexem com a gente, e pude perceber que Ann e Richter são emoção pura. Estou bem curiosa para saber mais detalhes sobre o desfecho dessa trama… Com certeza vou procurar mais informações (principalmente porque descobri que é nacional!). Obrigada por animar minha quinta-feira com uma resenha tão sincera!

    Mil beijos
    http://www.procurei-em-sonhos.com

  14. Que interessante esse livro. Traz questões feministas e eu adoro isso. É bom conhecer autores nacionais que estão trabalhando com personagens femininas fortes. Não somente as colocando no papel moças românticas, sonhando com um casamento perfeito.
    Gostei mesmo. Se eu tiver chance, lerei.
    Vou participar do sorteio, quem sabe eu não ganhe.
    Beijos!

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