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Resenhas :: A Menina mais fria de Coldtown

Eu sou muito suspeita para falar de algo relacionados a vampiros. Apesar de nunca ter me dedicado a leitura que tratam dessas criaturas eu sempre gostei da ideia deles; independente da mídia. Até deixo em aberto nos comentários a indicações de livros que falam sobre vampiros. 🙂

Título: A Menina mais Fria de Coldtown

Autor: Holly Black

Editora: Novo Conceito

Páginas: 384

Onde costumo comprar (Opções de livro impresso): Submarino/Saraiva/Fnac

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair.Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown.

 

Tana é uma menina comum de uma cidade comum com uma vida comum; Só que não. O mundo onde Tana vive é cercado por vampiros, que por sua vez são cercados dentro de cidades denominadas Coldtown.Quando li a sinopse do livro e vi a divulgação da Novo Conceito em cima dele entendi coisas completamente diferentes do que mostra a realidade da historia (e confesso que achei que ficaria com um pouco mais de medo). Mas não faço esses comentários como um modo de dizer que estou decepcionada com o livro, muito pelo contrário.

Créditos: @enchantedreads (Instagram)

Créditos: @enchantedreads (Instagram)

O primeiro ponto que me chamou atenção na história foi o modo como à autora tratou o modismo vampiro no mundo atual. No mundo de Tana os vampiros se propagaram com uma rapidez exuberante e então o governo precisou tomar providencias, criando Coldtown (tem várias espalhadas pelo país) que são cidades – a Coldtown em questão fica na cidade de Springfield – e nelas além de morar vampiros também existem pessoas que escolhem, por livre e espontânea vontade, morar em um local como este, já que na maioria das Coldtowns existem câmeras e transmissões de festas glamorosas pela internet.

Claro que existem regras e protocolos a serem seguidos, caso um humano sem o Resfriado (como eles chamam quem esta infectado), resolva se mudar para uma Coldtown. Coisas que a história por si só explica e bem.

Todas as noites, em todas as Coldtowns, pessoas morrem. Pessoas são frágeis. Elas morrem devido a erros, overdose, doenças. No entanto, a maior parte delas morre… de Morte.
A morte bebe a calidez das pessoas até que suas veias estejam secas. A morte se esquece do controle.

Depois da festa sangrenta da fazenda, onde todos os amigos de Tana morreram, ela encontra seu ex-namorado Aidan – um garoto chato, arrogante e metido – e um vampiro em um quarto amarrados. Tana sabe que Aidan esta com o Resfriado e por isso sabe que ele tem duas opções: Esperar o Resfriado passar – algo que leva 88 dias – ou deixar que ele se transforme em um vampiro. De qualquer maneira as duas opções a levam para Coldtown. Sem esquecer o vampiro, que aparentemente esta sendo caçado e torturado por outros vampiros por algo que Tana entende vagamente de acordo com os documentários sobre vampiros que assiste na internet.Apesar do livro ser narrado em terceira pessoa a autora consegue te passar a emoção e dúvidas que os personagens sentem ao longo da jornada até Coldtown e isso apenas se intensifica quando eles chegam até o destino final. Durante a narrativa tem alguns flashbacks de Tana e Gavriel (o vampiro e omg! eu amei esse nome) que se tornam fundamental para entendimento do caminho de Tana até a decisão de ir para Coldtown, assim como para Gavriel os motivos que o levaram até a fazenda e como ele aceitou tão facilmente ser levado para Coldtown.

Eu me apaixonei por Tana. Ela é o tipo de pessoa que liga o f*da-se para a vida e faz as coisas do jeito que ela bem entende, mas isso não a deixa chata ou arrogante, muito pelo contrário. Em alguns momentos ela se deixa manipular pelas outras pessoas ao seu redor, ou deixa a sua bondade atrapalhar seus planos, porém quando toma uma decisão fica totalmente determinada a ir até o final.
Já Gavriel se mantem misterioso o tanto quanto pode na história, em alguns momentos da até nos nervos tentando entender o que ele esta planejando, o que ele vai fazer; porém, apesar de todo o mistério e da ideia que ele pode acabar se revelando o vilão da história, é muito fácil gostar dele – afinal, quem resiste a um vampiro bonito, misterioso e carismático?

– Você parece louco – disse ela – Bem, não parece tão louco assim.
– Em uma parte do tempo, não sou, mas o restante do tempo é a maior parte do tempo. E, quando estou louco, infelizmente, sou todo apetite.
Foi o primeiro livro que li da autora e já espero poder ler os próximos, assim como espero que os outros tenham além de sua própria história um conteúdo a mais para os leitores. No caso de A Menina mais fria de Coldtown eu acredito que a pequena critica foi nesse modismo exagerado em cima do vampirismo, onde todos eles são lindos, românticos e bla bla bla, amor eterno. Onde nos esquecemos de que os vampiros não são seres bonzinhos (tá, alguns podem ser), mas sim serem egoístas, excêntricos, e o principal: eles matam – ou te usam como alimento.
A irresponsabilidade é o destino do filho mais novo.

A edição tá linda, com uns detalhes de respingos de sangue nas páginas.

 

Holly Black é uma escritora norte americana que mora em West Long Beach, phHollyBlack New Jersey. Ficou mundialmente famosa após escrever a série “As crônicas de Spiderwick”. Em seus primeiros anos de vida morou em uma mansão abandonada estilo vitoriano com sua mãe, que contava a ela histórias de fantasmas e fadas.

 

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23 pensamentos sobre “Resenhas :: A Menina mais fria de Coldtown

  1. Tenho esse livro aqui mas nem abri para olhar, que lindo esse detalhe dos respingos de sangue na página! Eu tinha decidido não ler por enquanto porque fiquei sabendo que é extremamente sangrento e assustador, mas aí você disse que achou que ficaria com mais medo e me veio uma pequena vontade de ler… rs… talvez eu tente, só porque amei a escrita da Holly em Boneca de Ossos. Apesar de uma coisa não ter nada a ver com a outra, pelo jeito a autora é a única coisa em comum.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

    • Eu comprei Boneca de Ossos e estou ansiosa para ler, apesar de ter algumas prioridades.

      Bom, eu não sou do tipo que me assusto fácil, mas acredito que a mkt da Novo Conceito em cima desse livro foi um pouco exagerado. Eu bem que gostaria de ficar com um pouco de medo. hehe

      Bjs

  2. Silviane você conseguiu me deixar cheia de curiosidade com esse livro! Todos falam que a autora é bem black mesmo rs e isso me deixava com receio de ler.. pois isso acabou de mudar.
    Até porque daqui a pouco ela estará lançando um livro com a Cassandra que eu quero super ler.
    Só uma coisa que eu não consigo entender.. porque uma pessoa iria querer morar nesse lugar gente?! hahaha acho que vou ter que ler para saber =)

    Beeeijinhos ;*
    Andressa – Mais que Livros

    • Olá.

      Foi minha primeira leitura da Black. Já comprei Boneca de Ossos e espero ler em breve. Gostei muito da narrativa.
      Não vou dizer que da meeedo, mas quando se imagina a cena em detalhes da aquela coisa no corpo… sei lá, aflição. Hahaha!

      Sim, acho que não tem tanta graça comentar sobre o motivo de algumas pessoas desejarem ir para Coldtown sem você ter lido ainda.

      Bjsss

  3. Eu me interessei por esse livro desde a primeira vez que vi ele, a capa é linda e ele tem uma sinopse bem bacana, mas eu estou fugindo de livros que falem sobre vampiros, então eu dispensou a leitura desse livro por enquanto, mas acredito que iria adrar a historia e me simpatizara com a Tara, ela parece uma personagem bacana *-*

    Beijos :*

    • Olá.

      Vale muito a pena ler. Depois fala o que achou.

      E pensando bem, sim, tem algo distópico; super fantasioso… gostei muito (já disse). hahaha

  4. OI Silviane, tudo bem?
    Eu sou uma apaixonada por vampiros e nunca me canso de ler histórias sobre eles bonzinhos ou maus, risos… Essa capa está um show, só não entendi ainda o que significam esses dizeres, fiquei mega curiosa. E esse suspense em torno do vampiro e essa possibilidade de alguém que foi mordido não virar vampiro??? Livro na lista!!!!! Não vejo a hora de ler.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

    • Os dizeres no começo de cada capitulo? São frases que a autora selecionou. E, de um modo geral, elas até combinam com os capítulos.
      São autores famosos (ou não). É bem bacana.

      Espero que goste, quando ler.

      Bjss

  5. Adorei essa diagramação, muito legal o detalhe dos respingos (fizeram isso com notinhas em Se Eu Ficar ♥).
    Não sou fã de vampiros e fantasia, por isso dei o livro pra uma colunista. Espero que ela goste como vc. Acredito que algumas pessoas não vão gostar por não tratar essa criatura como o romântico de Crepúsculo, mas por outro lado os personagens parecem ser bem legais. Enfim, não é um livro que me agradaria, mas acho que um prato cheio pros fãs do gênero.
    Beijinhos!
    Giulia – http://www.prazermechamolivro.com

  6. Oi Silviane,

    Gostei muito da sua resenha que chegou quase a me convencer a ler o livro (risos), só que não, pois por mais que eu me esforce não consigo investir na leitura de livros sobre vampiros, ainda mais quando tem ataques e sangue, não gosto mesmo. Acho que eu iria adorar a protagonista Tana, gosto de pessoas que ligam o F@#$$ e segue, ela é das minhas. hahaha.

    Beijos
    Tânia Bueno
    http://www.facesdaleiturataniabueno.blogspot.com.br

    • Olá.

      Que pena. Mas pelo lado bom os vampiros desse universo não brilham HAHAHA (bom, eu adoro Crepúsculo, mas é um pecado eles brilharem); 🙂

  7. Olá

    Nunca li nada dessa autora, mas sempre vejo boas recomendações acerca de seus livros. Não curto tanto literatura com vampiros como antigamente, eu adorava os livros do André Vianco e tinha muita vontade de ler algo da Anne Rice. Achei a ideia de colocar todos os vampiros em uma cidade bem interessante, gostei da capa também mas acredito que não leria o livro, pelo menos não por esse ano. Tenho uma fila imensa de livros não lidos por aqui e até que eu termine tudo, pretendo não comprar novos.

    Abraço!
    http://www.umomt.com

    • Olá!

      Também gosto do André Vianco, ainda não li todos os livros mas Os Sete e Sétimo são uns dos meus favoritos. Ainda quero fazer minha coleção, mas a grana ta curta (paciência para comprar um por um = 0)

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